Que me diz meu ouvidor
Meu Juízo,
Que me diz do meu amar, do meu sentir,
Do meu encontrar,
Quando me encontrei, em pleno desencontro.
Que me diz do que interrogo,
Que me diz do que exclamo,
Que me diz de quando me imobilizo em um ponto?
Que me diz de quando faço da pausa,
A vírgula do texto da minha vida.
Que me responde, ao meu ouvir, meu juiz, meu julgador?
Que, em seu silêncio já sentenciou
Minha amargura,
De uma expectativa que só, se renova, dia a dia
E nunca finaliza,
Com o decreto da felicidade.
MAMÉDIO, Jaqueline. 12/06/2023
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